29 de abr. de 2022

OGHAM - Oráculo dos Druídas

Conhecido como "alfabeto celta das árvores"

 Oráculo Celta que celebra o Dia da Árvore - 21 de setembro


O conjunto de sinais alfabéticos do oráculo OGHAM é conhecido como Alfabeto Celta das Árvores, ferramenta espiritual dos antigos druidas, tal qual as runas para os nórdicos. Sua origem medieval é das florestas da Irlanda e Ilhas Britânicas, cujas letras eram entalhadas em gravetos (varetas Oghâmicas) de diversos tipos de árvores como: Bétula, Olmo, Amieiro, Salgueiro, Urtiga, Carvalho entre outros.

Apenas os estudiosos do tema e os já iniciados conseguem entender todos os significados ocultos. No entanto, para quaisquer outras pessoas interessadas, já fica a informação de que costuma ser usado na celebração do dia da árvore, comemorado no hemisfério sul em 21 de setembro. Uma linda forma de reverenciar as belezas naturais do planeta Gaia.

Para se fazer uso das peças artesanais simbolizando o oráculo, se pode:

- Colocar num altar de orações para trazer a energia dos druidas.

- Serem usadas como amuletos de proteção da Natureza.

- Para peças decorativas são bem sutis.

- São ideais para presentes, porque ocupam espaço mínimo, podem ser carregadas na bolsa, serem colocadas em gavetas, pois são perfumadas ou até no meio dos livros.

Todos os produtos da marca @giftsencantos são conjurados (encantados) antes da entrega. Processo feito com devoção, orações e muito amor. https://gifts-encantos.blogspot.com/

PARA O TEXTO ABAIXO:

Fontes: 

- Osvaldo R. Feres - OGHAM: o oráculo dos Druidas

- https://portal.divinafeminina.org/ogham-alfabeto-irlandes/


- https://aminoapps.com/c/wiccaebruxariaComo toda criação, o oráculo tem seus mistérios mágicos, pois tem na essência da sua criação, feita pelos sacerdotes druidas, a intenção de usar códigos secretos para assuntos religiosos e até políticos. Na época era usado também de forma oral em histórias, canções e poesia, desenhado em papéis, cartas e livros.


A lenda da criação

O Alfabeto das Árvores, Oráculo dos Druidas, Runas dos Celtas...

Estes são alguns dos nomes pelo qual o Ogham, um conjunto de sinais alfabéticos encontrados em inscrições e manuscritos ao longo da Irlanda e Ilhas Britânicas, é conhecido. É composto por 20 letras, conhecidas como fedas (madeira no plural; singular: fid), divididas em quatro aicmí (grupos ou classes) de cinco letras cada e cinco ditongos chamados de Forfedas.  Durante o período medieval, as letras do Ogham foram associadas a árvores e arbustos e o alfabeto passou a ser popularmente conhecido como Grann Ogham ou Ogham das árvores.

Acredita-se que a sua origem se deu com a necessidade de uma escritura em códigos secretos criados por sacerdotes druidas para utilização na política e em assuntos religiosos, seu diferencial é que as letras eram gravadas em madeira, diferente do alfabeto latino e ao Império Romano, sendo sua criação datada antes mesmo do surgimento do alfabeto em pedras e, mesmo com o surgimento deste ultimo, conhecido como "escrita ortodoxa", o Ogham ainda resistiu por mais tempo durante a Era Medieval, sendo alimentado principalmente de forma oral através de canções, poesias e histórias.

Com isso, muitos poemas e contos surgiram, fazendo alusão ao alfabeto criado pelos druidas.

Segundo a mitologia celta, o criador do Ogham foi Ogma mac Elathan (Ogma, filho de Elathan), um herói membro dos Tuatha Dé Danann (Filhos de Danu) conhecido pela sua capacidade poética e por seu rosto radiante e sorridente. A primeira letra escrita em Ogham foi a letra Beith, marcada sete vezes em uma madeira de bétula, para avisar o Deus Lugh que sua esposa iria ser levada sete vezes ao País das Fadas, a menos que a bétula pudesse protegê-la. Por conta do intenso conflito político e territorial envolvendo os Tuatha Dé Dannan, as informações não podiam ser passadas com o alfabeto comum da época, pois se interceptada, as chances de resistência ao avanço das forças inimigas minguavam.

Essa associação da criação da primeira letra fortalece a teoria de que o alfabeto foi criado com base nas árvores das florestas da Irlanda, ou seja, Beith recebe seu nome da Bétula; Luis vem Olmo; Fearn é do Amieiro; Saille remete ao Salgueiro; Nin para Urtiga; hÚat do espinheiro-branco; Duir do carvalho; Tinne do azevinho; Coll da aveleira e por aí vai..

Simbologia oracular

Uma das divindades celtas mais cultuadas e considerada patrona do Ogham, ao lado de Ogma, é a Deusa Brigit, pois é a deusa dos poetas e da poesia. Por conta disso, muitos dos que utilizavam o alfabeto Ogham como forma de oráculo, consagravam suas leituras para a Deusa Brigit em prioridade, o que não excluíam a possibilidade de dedicação e consagração do oráculo para outras divindades celtas que regiam trabalhos de adivinhações.

No oráculo representado em cartas, Brigit é ilustrada na carta Luis (pronúncia: Lush), a carta da iluminação e do sustento como forma de homenagem a deusa celta presente na história da criação do Ogham..

Cartas Oghâmicas

Apesar de poucas letras, a leitura oracular do Ogham é complexa e extensa, podendo ter tiragem de até 9 cartas para leitura dos Três Mundos: Talam - físico; Muír - emocional; Nem - espiritual. Além disso, também é considerada na leitura, o significado mágico da árvore que rege determinada letra, o significado mágico do próprio fid e ainda, lendas que inspiraram a criação da letra oghâmica, como é o caso do décimo nono fid Edad (amizade e uniões), representado por um cisne e regido pela árvore álamo-tremedor ou choupo: esse fid foi inspirado no conto O Sonho de Óengus, em que aborta como o deus do amor Angus Mac Og se apaixona por uma donzela que foi transformada em cisne (familiar?) acompanhada de outras 150 jovens, na noite de Samhain.

Esse conto por trás da criação do fid casa com o significado mágico da árvore regente, pois o álamo-tremedor era utilizado para feitiços de eloquência e boa comunicação, porém teve seu significado deturpado pelo cristianismo ao ser associada com a madeira que originou a cruz de Cristo (méh), passando a ser considerada uma árvore amaldiçoada.


Cartas Forfedas

Os Forfedas foram incluídos após a criação das letras oghâmicas, são cinco ditongos que representam os caminhos que a alma deve percorrer, por isso são como chaves, pois a simbologia do destrancamento de portas para novos reinos ou novas jornadas são utilizadas nas leituras em tiragens mais complexas (aquela de nove cartas que falei anteriormente).

Presente na classe dos Forfedas, tem-se:

Ébad

Planta: álamo-branco

Significados oraculares: sabedoria, longevidade, ancestralidade.

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Óir

Planta: Hera

Significados oraculares: beleza, riqueza, reconhecimento

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Uilleann

Planta: madressilva

Significados oraculares: ciclicidade, flexibilidade, vida.

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Iphin

Planta: groselha ou espinheiro

Significados oraculares: alegria, ternura, eloquência.

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Eamhancholl

Planta: faia

Significados oraculares:  doença, lamento, aflição.


Varetas Oghâmicas

As suas formas de trabalho oracular não se restringem só em cartas, como dito no inicio do post, Ogma talhava os símbolos em galhos que mais tarde passaram a ser chamados de Varetas Oghâmicas e as Runas Celtas passaram a ser inseridas em práticas pagãs como Sabbahs e até em forma de calendários.

Preencha seu altar com as runas oghâmicas e traga a energia dos antigos druidas para sua prática mágica.



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