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19/11/2020

VUDU de Feijão


Ano que vem são vocês que me ajudarão a batizar as novas receitas.

A de hoje, no entanto, já recebeu o nome de VUDU de feijão,

que é pra comer espetando a linguiça e os generosos pedaços de alho da mistura.

Triture meia cabeça de cebola com 4 dentes de alho descascados

Coloque na tábua de carne e desce a guilhotina, sem dó nem piedade.

(as vezes a gente dá mesmo uma de carrasco para aliviar o estresse)

Esfregue na ponta dos dedos um bom chumaço de cominho fresco.

(se não tem, veja se toma vergonha nessa cara e planta num vasinho)

Coloque uma panela rasa no fogo, 

deixe a bundinha dela esquentar e aqueça também 

1/4 de xícara de azeite extra virgem, fogo baixo.

(é claro que óleo também serve, mas se preza pela qualidade do Vudu já sabe)



Frite 2 gomos de linguiça calabresa sem aquela pele de tripa.

(quem será que inventou esse nome, tripa! me lembra tripanossomo...credo!)

Esmigalhe e deixe pequenos pedacinhos espalhados no azeite, enquanto junta

o alho, a cebola e o cominho, todos picadinhos.

Refogue até amolecer, não deixe fritar demais e junte agora

de 4 a 5 conchas grandes de  feijão já cozido (pode ser amanhecido).

Desta vez a receita deu super certo e finalmente pude contar sobre as dicas.

Escolha o feijão rosado, aquele Carioca anda sem cor, sem graça.

(deve ser porque anda chovendo muito no Rio de Janeiro, só pode!)

Escolha a farinha de milho grossa, aquela em pedaços sabe?

(minha bisavó adorava essa farinha, ela enchia os bolsos do vestido e andava pelo 

terreiro da sua casa comendo a danada o dia todo).

Eu já havia feito com farinha de milho flocada e não gostei, não ficou com gosto e nem 

com cara do tutu de feijão que eu conhecia quando era pequena.

A quantidade é de aproximadamente 2 xícaras, não sei bem, esqueci de medir, mas fui 

colocando e mexendo aos poucos, deixando a farinha cozinhar até que começasse a grudar 

na panela. Eu optei por um Vudu bem sequinho, se quiser mais mole, é só reduzir a 

quantidade de farinha. 


O pulo do gato está na qualidade da farinha e do feijão e no tempo de fogo.

O que você está pensando? 

Não sou fraca não. Uma boa dose de pimentinha, feijão rosadinho 

e bingo, o amor por cozinhar faz a magia acontecer.




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